sábado, 14 de novembro de 2015

Choro pela humanidade que, mais uma vez, provou que não possui a habilidade de amar.

Tragédias acontecem todos os dias. Isso é fato. Tragédias são as pessoas que morrem em portas de hospitais por falta de atendimento; são as crianças que morrem de fome, que vivem jogadas à própria sorte, que não vão à escola. Tragédias são as armas nas mãos dos loucos; loucos estes que matam aos outros e, inclusive, a si mesmos. Tragédia é a violência desmedida, que nos põe medo e nos faz clamar por segurança. Tragédia são os homicídios que ocorrem diariamente no nosso país; é a banalização da morte, de modo que aquela vida que se perdeu seja, aos olhos do mundo, só mais um número contabilizado. Tragédia é enxergar uma sociedade desigual, na qual a pobreza e a riqueza andam lado a lado, mas não se tocam. "Uns com tanto, outros com tão pouco". Tragédia é confiar o nosso Brasil nas mãos de políticos que, aparentemente, deveriam nos representar, mas que, contrariamente, usam do nosso dinheiro suado para fins ilícitos e deixam o país em um caos. Tragédia é o mal que fazemos à natureza, arrancando suas árvores, poluindo seu ar e matando suas espécies. Tragédia é a falta de amor. 

Para confirmar tudo isso, basta assistir aos jornais, cujas notícias são, todos os dias, trágicas. 

Repito: tragédias acontecem todos os dias. E o coração chora ao ver todas elas. 

Em uma semana, o mundo foi palco de desastres que chocaram a todos: um em Mariana (MG) e outro em Paris. Embora distantes, ambos foram causados pela falta de amor. Enquanto um foi resultado da ganância, o outro foi da ignorância. Todos geraram mortes: de pessoas e da natureza. Nessas horas, o que vem à minha cabeça é: "O que estão fazendo com o nosso mundo?" Os danos são irreparáveis; não há dinheiro que traga de volta a vida das vítimas dos atentados e muito menos a vida do Rio Doce e das espécies que nele existiam. Não há dinheiro que cure a dor da perda. 

Choro pelas 128 mortes confirmadas em Paris; choro pelo Rio Doce que amanheceu sem vida. Choro pelas populações que perderam suas casas e seu território. Choro pela lama que arrasta vidas. Choro pelo sangue que escorre nas paredes da Cidade Luz. Choro pela humanidade que, mais uma vez, provou que não possui a habilidade de amar.

Com tristeza,
Letícia França. 

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